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Ela diz que, na verdade, é preciso entender que a terapia para a Terceira Idade é uma psicoterapia de apoio, o objetivo não é mudar o idoso, e sim trabalhar as questões dessa fase da vida. Na maioria dos casos, o tratamento psicológico para o idoso ocorre motivado pelo interesse da família. É muito difícil o idoso sozinho querer fazer terapia. A iniciativa sempre parte de alguém da sua convivência que percebe que ele precisa de ajuda. Em geral, as queixas mais comuns referem-se a um estado depressivo conseqüente da morte de um companheiro, alguma doença ou cirurgia e mudança de casa ou cidade.
Processo adequado
Para cada fase do desenvolvimento humano o processo psicoterápico se diferencia. A Terceira Idade tem características, atitudes e pensamentos peculiares, e é nessa análise da vida do idoso que se baseia a terapia. Por isso, o tratamento é chamado pelos profissionais de psicoterapia de apoio. Antes, durante e depois o papel da família é fundamental. “O processo psicoterápico, para ser eficiente e ideal, necessita da participação do grupo familiar, sendo que a maior angústia do idoso é a dependência familiar e o medo do abandono. A família deve estar presente, entender essa nova fase e o novo modelo de estrutura familiar”.
Quando os familiares percebem que o idoso está precisando de ajuda terapêutica, devem conversar muito com ele sobre a psicoterapia, explicar o que é e quebrar preconceitos. “O idoso precisa sentir que a psicoterapia é para ajudar a viver com mais qualidade de vida, e não para isolar ou mudar. É um aliado”, diz Amanda. Em alguns casos, terapia em grupo e/ou a participação em atividades coletivas são indicados como primeiro passo para a cura de males mais graves.
Exercício ajuda o ‘psicológico’
A psicoterapia para idosos tem mais efeito quando aliada a uma atividade física. A afirmação é do fisiologista Vagner Raso, de São Paulo. De acordo com ele, os benefícios psicológicos da prática de exercícios aparecem entre duas e quatro semanas. “A busca do envelhecimento saudável depende muito menos de recursos financeiros elevados e de complexas fórmulas farmacêuticas do que as pessoas imaginam”, diz Raso. Ele afirma que além da ingestão moderada de álcool, a não adesão ao tabagismo, as visitas periódicas ao médico, uma boa qualidade de sono e um bom relacionamento inter-pessoal (amigos, comunidade, família) associados, principalmente, com a ingestão regular de alimentos saudáveis (frutas, verduras, legumes, fibras, restrição de gordura e de alimentos à base de farinha refinada, açúcar), a adoção de um estilo de vida fisicamente ativo contribuem para uma velhice mais tranqüila, em todos os sentidos.
A professora aposentada S.M.S, 55 anos, é uma das que melhoraram as relações depois de iniciar um programa de atividades físicas em uma academia. Ela conta que sentia-se sozinha e um pouco deprimida, o que já estava despertando preocupações em seus familiares. “Academia para mim é como uma terapia, pois me distraio, faço amizades e ainda cuido do corpo”, diz.
Fonte: Fabiano Ferreira
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