quarta-feira, 29 de agosto de 2012


O AMANHÃ NÃO NOS PERTENCE

Viver o dia-a-dia é a mais natural e a mais difícil de todas as coisas. Contentar-se do presente, do aqui e do agora exige de nós um grande auto-controle dos sentimentos e emoções.

As coisas que nos fizeram vibrar no passado vibram ainda hoje, mas de maneira menos intensa, com gosto de saudosismo. Passou e ficou de forma leve, como as lembranças das férias ou das primeiras batidas incontroláveis do coração.

As coisas futuras podem nos alegrar (uma felicidade esperada) ou nos fazer sofrer intensamente, antes mesmo que o esperado chegue, se chegar.

Não controlamos o que passou, porque aconteceu e não sabemos voltar atrás e não controlamos o futuro, apesar de tentarmos escolher minuciosamente os bons caminhos.

O ontem faz parte definitivamente das nossas vidas, nossa história e nossas entranhas e não podemos negá-lo, mas o amanhã não nos pertence. Ele é apenas uma possibilidade, um sonho ou um pesadelo, uma nuvem que se aproxima mas que pode, com um sopro do vento, ir em outras direções.

O hoje sim é o que temos de real e nos pertence de todo.

Antecipar alegrias e vitórias faz-nos bem, se mantemos os pés firmes no chão; antecipar perdas e partidas provoca-nos dores inúteis e frequentemente maiores ainda que o que seriam, pois já pela antecipação se multiplicam.

Devemos aprender a acolher o hoje e fazer dele o melhor que podemos, com todos os meios que tivermos. Sermos felizes, fazermos outros felizes, nos bastando de cada segundo oferto como um presente Divino que não se oferecerá uma segunda vez.

(Letícia Thompson )

Fonte: http://www.leticiathompson.net/

domingo, 26 de agosto de 2012


SÍNDROME DE PENSAMENTO ACELERADO

Desde sempre se ouviu falar em hiperactividade, esta é caracterizada por uma ansiedade psicomotora, inquietação e agitação do pensamento articulado à linguagem. A este tipo de Hiperactividade designamos por – Hiperactividade genética.

O que acontece nos nossos dias e está a acontecer muito nas nossas escolas, é que as nossas crianças estão a ser todas catalogadas como hiperactivas. Os meninos(as) não param nas cadeiras, tem défices de atenção, são respondonas e muitas vezes respondem coisas adversas aquilo que lhes é questionado,… entra muitas outras coisas. – A este tipo de hiperactividade, designamos Hiperactividade Funcional.

O que muitos pais e professores desconhecem é que a origem da hiperactividade(Funcional) está relacionada com o, SPA – Síndrome de Pensamento Acelerado*.

A televisão e os jogos de computador, apresentam estímulos alucinantes visuais, cheios de cores e padrões que o nosso cérebro capta em milésimos de segundo em conjunto com os mais diversos estímulos sonoros. Mostram mais de sessenta personagem por hora, com diversas características e personalidades e é com estas personagens (Pessoas destemidas, irreverentes, tristes, alegres, sorridentes, mal criadas, verdadeiros “artistas”), que os nossos filhos vivem e pior do que isso, se identificam e nos comparam. Pelo menos quatro horas por dia, quando não é mais em alguns dos casos. Lamentavelmente, muitos pais já colocam bebés de seis meses e ainda mais pequenos, à frente da caixinha maravilha lá de casa chamada: televisão, ao quatro anos, oferecem PSP`s, NIntendos e outros.

Os resultados são muito mais graves, do que os pais e professores podem pensar.

A maior consequência dos estímulos é contribuir para o desenvolvimento do SPA, as crianças geram compulsão nos seus comportamentos, para tentar aliviar e compensar a falta dos estímulos, assim como um dependente necessita das drogas.

Sintomas:

Fadiga excessiva, sem exercício físico; sono insuficiente; irritabilidade, sofrimento por antecipação, esquecimento, défice de concentração, aversão à rotina e por vezes sintomas psicossomáticos como: dores musculares, taquicardia, gastrite, etc.

* Autor e investigador Dr.º Augusto Curry

Por Ana Regina Figueiró Pires

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

http://site.cfp.org.br/

Parabéns, Psicologia Brasileira pelos 50 anos

O FAZER PSICOLÓGICO



O post de hoje é mais direcionado aos meus colegas de atuação, mas nem por isso menos importante para todos nós em nossas diversas relações cotidianas. 

Ser psicólogo e psicoterapeuta não é tão fácil como muitos podem pensar que seja. A escuta, para que seja realmente uma escuta, deve ser livre de pré-conceitos e julgamentos. 



A Gestalt-terapia tem um cuidado todo especial para que essa escuta aconteça. 

O falar desenfreado de um determinado paciente não o encaixará num rótulo de histeria, aquele paciente que passa sessão atrás de sessão falando de amenidades, artes, música, cultura, não é "um paciente que está fugindo ou se esquivando de algo", o silêncio nem sempre é algo que necessita ser preenchido. Não há regras, não há generalizações. Todos esses comportamentos por parte de nossos clientes, dizem coisas, sim. Dizem do modo de eles funcionarem no mundo, nas relações, dizem de suas necessidades.

Nossa tarefa, enquanto psicólogos, acredito eu, não é colocar um rótulo imediato às ações e comportamentos de nossos pacientes e a partir disso, congelá-los naquela posição de "histéricos", "deprimidos", "arredios", etc. É preciso estarmos atentos e ouvir não somente as palavras, mas o que está sendo dito com o corpo, com os olhos, com a forma com que nosso paciente se relaciona conosco.

Aquele que vem à consulta e passa seu tempo falando de amenidades está escolhendo passar aquele momento assim. Talvez esse seja o único momento do seu dia, da sua semana, em que pode conversar com alguém sobre essas coisas. O paciente que fica uma hora inteira em silêncio talvez não tenha fora do consultório espaço para ouvir seus próprios pensamentos. A demora para que a terapia comece a "deslanchar" talvez traga em si um pedido de "vá com calma comigo, eu preciso sentir aonde estou pisando, preciso confiar em você".

Lembro de certa vez ter ouvido um conto que falava de uma índia da tribo xingú que estava à beira de um rio fazendo vasos de barro. A cada vaso que terminava, seu filho pequeno que estava com ela pegava o vaso e o estilhaçava no chão. Isso aconteceu seguidamente, até que uma observadora perguntou porque a mãe não fazia nada a respeito. E ela respondeu: "se ele precisa quebrar os vasos, eu preciso continuar a fazê-los".

Acredito que muito do fazer do psicólogo seja desempenhar papel muito parecido com a mãe da tribo xingú.


domingo, 19 de agosto de 2012

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Psicoterapia Infantil



       A Ludoterapia é a psicoterapia adaptada ao tratamento infantil e tem como objetivo ajudar a criança, através da brincadeira, a expressar melhor seus conflitos e dificuldades, auxiliando-a a buscar soluções para que consiga uma melhor integração e adaptação nos âmbitos familiar, escolar e social, gerando um melhor desenvolvimento emocional e intelectual e mais qualidade de vida. 

    A brincadeira é umas das formas de linguagem infantil e, com ela, a criança tem a oportunidade de expressar, de forma simbólica, as suas angústias, anseios e experiências traumáticas de forma livre de censura e de crítica, o que gera efeito terapêutico. O psicoterapeuta, juntamente com a criança, vai buscando o caminho mais adequado para ela, ajudando-a na elucidação e na elaboração do conflito, respeitando sua personalidade, seus recursos e suas limitações, ou seja, a sua individualidade. Para isso, utiliza técnicas e instrumentos apropriados às crianças, como jogos, leitura, pintura, desenho, teatro e outros recursos lúdicos.


Indicações frequentes
   As queixas mais frequentes são dificuldades escolares, dificuldades de interação social, falta de limites, agressividade, medos, surgimentos de tiques, fobias, bullying, acontecimentos dolorosos, como perda de ente querido, separação dos pais e traumas, dentre outros. Contudo, as queixas também podem envolver questões que vão além do âmbito emocional, apresentado natureza neuropsicológica, psicopatológica ou genética. Alguns exemplos são o Transtorno de Défict de Atenção e Hiperatividade – TDAH –, transtornos de aprendizagem, transtornos da linguagem, transtornos do funcionamento social.